A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria. Paulo Freire

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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Sobre o encerramento das atividades do ENEM não tira Férias em nossa escola!!!

A EEEP Wellington Belém de Figueiredo no apoio irrestrito ao desempenho dos alunos, agradece a todos os envolvidos no Projeto ENEM NÃO TIRA FÉRIAS – 2017, gestores, funcionários e especialmente aos educadores e educadoras que ocuparam um tempinho de suas férias ministrando aulas dinâmicas e contributivas para os alunos presentes, colaborando brilhantemente para a seriedade do projeto.

Parabenizamos de forma especial aos alunos e alunas que frequentaram com muito compromisso durante as três semanas. Gratidão as famílias e aos municípios pelas parcerias.

JUNTOS SOMOS FORTES!!!
#SeducCrede18WellingtonBFPLuisFSTerezaAdriaoVN

Lucia Santana
Diretora Escolar
EEEP Wellington Belém de Figueiredo

Para conferir as fotografias de todos os que colaboraram com este momento tão importante clique AQUI.

sábado, 15 de julho de 2017

Desigualdade racial precisa ser enfrentada também dentro da escola

As desigualdades raciais presentes em nossa sociedade são também observadas nos indicadores educacionais. Embora o Brasil venha registrando avanços em relação ao acesso e diminuindo a diferença na proporção de matrículas entre negros e brancos, o mesmo não se verifica em termos de aprendizagem. Estudantes negros ainda apresentam desempenho inferior nas avaliações de proficiência em Língua Portuguesa e Matemática em comparação aos alunos brancos.

Essa disparidade no aprendizado tem se mantido ao longo dos anos, com um agravante: apesar de representarem 54% da população, negros (aqui incluindo todos os que se autodeclararam pretos ou pardos ao IBGE) são 75% entre os 10% mais pobres do país, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2015. Estando desproporcionalmente mais representados entre os mais pobres, é também maior a probabilidade de estarem fora da escola ou matriculados em estabelecimentos com piores condições de infraestrutura e de trabalho do corpo docente, conforme mostra recente pesquisa feita pela Fundação Lemann.

A boa notícia é que o índice de evasão escolar está em declínio, mas a distância entre os percentuais de jovens brancos e negros fora da escola pouco tem diminuído. (...)

Gestores escolares têm papel fundamental nas mudanças que precisam acontecer para combater as desigualdades educacionais presentes no interior de cada escola. Trazer essa reflexão coletiva do quanto preconceitos ou mesmo atos por vezes involuntários podem estar limitando o potencial de determinados grupos pode ser um primeiro passo em busca de um compromisso por mais equidade. O desenvolvimento de ações relacionadas à valorização da diversidade racial é também essencial, combatendo o preconceito, a discriminação e o seu impacto negativo sobre o aprendizado e bem-estar dos alunos.

Desde a aprovação da Lei 10.639, em 2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afrobrasileiras, a temática racial vem sendo incorporada ao currículo das escolas públicas do país, contribuindo para o enfrentamento do racismo e para o fortalecimento da identidade negra. A lei também abre espaço para que a questão racial seja debatida entre professores, coordenadores pedagógicos e diretores.

A lei 10.639 também fomenta uma reflexão sobre igualdade racial e as relações interpessoais no espaço escolar, não só entre estudantes como também entre alunos e docentes. Estimular esse debate não só em sala de aula mas também nas HTPCs (horas de trabalho pedagógico coletivo) é uma maneira de ampliar a discussão, identificar como o corpo pedagógico vem lidando com o tema, detectar impasses e construir estratégias e soluções conjuntas para possíveis problemas.

Nesse sentido, o cumprimento da lei pode fomentar uma reflexão sobre igualdade racial e as relações interpessoais no espaço escolar não só entre estudantes mas também entre alunos e docentes. Possibilita ainda que a abordagem desses conteúdos relacionados à contribuição dos povos africanos na constituição da sociedade brasileira se dê de forma transversal e mais orgânica e não de forma estanque em uma ou outra disciplina. (...)

Fonte: Instituto Unibanco/Aprendizagem em Foco

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Professora Lucélia e professor Nicolau Neto ministram palestra dentro da proposta “Enem Não Tira Férias” da Seduc

O “Enem não Tira Férias” faz parte do projeto “Enem Chego Junto, Chego Bem”, da Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc) e visa mobilizar, motivar e preparar o corpo discente da Rede Pública Estadual para a realização desta avaliação.

Conforme informações colhidas junto ao site da Seduc, a ação é realizada durante todo o ano letivo e é composta de seis etapas, a saber: I - Auxílio na organização dos documentos necessários para realizar a inscrição; II - Apoio nos dias de inscrição; III - Eventos motivacionais e de orientação vocacional; IV - Ações pedagógicas de estudo para o Enem; V - Realização do “Dia E”, com auxílio no transporte, hospedagem e pontos de apoio aos alunos no dia das provas; e VI -  Orientações para o acesso ao Ensino Superior.

A Escola Estadual de Educação Profissional Wellington Belém de Figueiredo, localizada na CE 292, em Nova Olinda, vem a duas semanas promovendo aulões de todas as áreas do conhecimento através de parcerias com professores dos três municípios consorciados (Altaneira, Nova Olinda e Santana do Cariri). Na manhã desta quarta-feira, a professora do Laboratório Educacional de Informática (LEI), Lucélia Muniz e professor Nicolau Neto ministraram palestras acerca dos temas sugeridos para a redação desta semana para alunos (as) da 3ª série do Ensino Médio integrado a educação profissional.

Lucélia trabalhou “O impacto das tecnologias no mundo do trabalho”. De forma didática, a professora destacou os avanços e os desafios que as tecnologias da informação têm proporcionado na sociedade contemporânea e enveredou pelo viés da ocupação dos espaços.  Segundo ela, chegou-se a um ponto em que não se separa mais lazer, descanso das atribuições e correria do trabalho. “Em casa, na hora do descanso, nos conectamos as redes sociais e nesta já estamos dialogando e pensando no trabalho a ser feito no dia seguinte”, complementou a professora.

Em forma de gráfico, Lucélia demonstrou que no setor de trabalho o que mais predomina no que toca ao uso da internet são o acesso ao correio eletrônico e os sites de notícias. Mencionou que se uma pesquisa fosse feita com o público jovem provavelmente o resultado seria outro. Mas ela foi taxativa ao discorrer sobre o trabalho na era das informações em tempo real que exige muito mais do trabalhador (a). Estes (as) precisam ser cada vez mais criativo (a), flexivo, empreendedor (a) e muito mais responsável.

Nicolau Neto que ministrou entre 2014 e 2016 as disciplinas de História e Formação para a Cidadania na Escola conversou sobre a temática “A igualdade de direitos como princípio supremo da democracia”. O professor trouxe para a discussão as várias abordagens do conceito “liberdade”, enveredando por 4 principais – 1 – A Igualdade Perante a Lei; 2 – A igualdade de Tratamento; 3 – A Igualdade de Oportunidade; e 4 – A Igualdade como Princípio Fundamental.

Para tanto, usou como base o Art 5º da Constituição Federal de 1988 e os incisos I, VIII, XLI e XLII.  “Logo após o caput do artigo 5°”, frisou Nicolau, “o primeiro inciso iguala em direitos e obrigações os homens e as mulheres, se não vejamos”:

‘I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição’.

Para ele, tal assertiva surge de uma necessidade justificada pelas diversas diferenciações atribuídas às pessoas exclusivamente pelo seu sexo e que pelo texto constitucional  os argumentos explícitos para a igualdade política das mulheres mudou, ao menos em tese, a ideia de inferioridade natural pelas questões biológicas.  Elas (mulheres) passam a não mais a serem vistas como um sexo inferior.

Ao citar o inciso VIII, frisou que este garante a liberdade de crença e convicção filosófica sem que elas resultem em limitações de direitos. Por ele, há também a igualdade de deveres.  “A Constituição também prevê punição a quem não cumprir esse princípio, como se percebe nos incisos XLI e XLII”, argumentou o professor e deixou entrever o primeiro:

XLI - estabelece uma norma de eficácia limitada que depende da edição de legislação ordinária para regulamentação, a qual ainda é inexistente. Tal premissa demonstra a preocupação em oferecer um instrumental que viabilize o direito à igualdade:  “A lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais".  

Para Nicolau, falar de igualdade sem mencionar seu contraponto é abordar o tema de forma errônea, pois tende a credenciar uma teoria descabida – “ A Democracia Racial”.  Por isso, destacou o inciso XLII que trata a prática do racismo como crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei.  “Nesse sentido”, disse, “vale ressaltar as palavras de Hunt (2009, p.193/194)”:

‘O advento da política de massa na última metade do século XIX pode ter corroído aos poucos o senso de diferença de classe (ou criado a ilusão de que o desgastava), mas não eliminou completamente a diferença, que se deslocou do registro de classe para o de raça e sexo. O estabelecimento do sufrágio universal masculino combinava com a abolição da escravatura e o início da imigração em massa para tornar a igualdade muito mais concreta e ameaçadora’.

Segundo o professor, o que fica evidente é que a igualdade nem sempre foi reconhecida pelo texto constitucional da forma como hoje se concebe e que tais mudanças relacionam-se com o contexto social e político vivenciado pelo país, citando um dos maiores atrasos ocorrido nesta terça-feira, 11, com a aprovação da Reforma Trabalhista que condiciona o trabalhador e trabalhadora a uma escravidão moderna.

Nicolau destacou ainda que a igualdade vista e entendida como direito humano fundamental precisa ser efetivado e garantido a todos e todas com reconhecimento, respeito e mediações das diferenças. “Necessitamos de Concretude, pois já está na lei. Não se pode, jamais, admitir, que pessoas se utilize do direito a ‘liberdade de pensamento’ para propagar o estabelecimento de diferenças que inferiorize determinadas categorias.  Por isso, devemos continuar na defesa de que diferenças de classe, de sexo, de cultura, de orientação sexual, entre outras, não sejam motivo para suprimir das pessoas seus direitos e garantias historicamente conquistados”, concluiu.

As duas palestras teve a participação e intervenção do corpo discente o tempo todo.

A Escola Wellington Belém de Figueiredo disponibilizou na sua página no facebook todo o cronograma do “Enem Não Tira Férias”, conforme abaixo discriminado:

E o ENEM não tira FÉRIAS!
Dia 04/07 (terça-feira): Aulão de Humanas - Professora Talita e Professora Expedita;
05/07 (quarta-feira): Aulão de Redação - Professora Alvany;
06/07 (quinta-feira): Aulão de Biologia - Professor Isaac;
06/07 (quinta-feira): Aulão de Língua Portuguesa – Professora Vânia;
11/07 (terça-feira): Aulão de Humanas - Professora Elisangela;
11/07 (terça-feira): Aulão de Matemática - Professor Lucas;
12/07 (quarta-feira): Aulão de Redação - Professora Gorete;
12/07 (quarta-feira): Profº Nicolau - TEMA 1 A igualdade de direitos como princípio supremo da democracia;
12/07 (quarta-feira): Profª Lucélia - TEMA 2 O impacto das novas tecnologias no mundo do trabalho;
13/07 (quinta-feira): Aulão Natureza - Professora Cleiciane.
13/07 (quinta-feira): Aulão de Linguagens - Diretora Escolar Profª Meire Alencar;
18/07 (terça-feira): Aulão de Língua Portuguesa - Professor Klesio;
18/07 (terça-feira): Aulão de Humanas - Professor Moaci Junior;
19/07 (quarta-feira): Aulão de Redação - Professor Luís;
20/07 (quinta-feira): Aulão de Física - Professora Tatiana;
20/07 (quinta-feira): Aulão de Matemática - Professor Flávio;
Suporte Técnico do LEI – Professora Lucélia”.

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ENEM não tira Férias

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Aulão de Biologia e Língua Portuguesa nesta quinta-feira no ENEM não tira Férias

Hoje (6) foi a vez do Professor de Biologia Isaac e a Professora de Língua Portuguesa Vânia ministrarem dois aulões no auditório da EEEP Wellington Belém de Figueiredo de Nova Olinda.

O Professor Isaac trouxe questões sobre os seguintes conteúdos: hormônios pancreáticos que atuam na glicemia, sistema endócrino, sistema nervoso, hipófise, sistema digestivo humano, função do fígado, habitat e nicho ecológico. Ele que é professor da nossa escola (a EEEP Wellington Belém de Figueiredo) e é super entusiasta e está sempre pronto a motivar os nossos alunos.

O ENEM acaba por cumprir o que estava indicado na matriz de referência de conteúdos da prova, mantendo o foco em competências e habilidades e não nos conteúdos programáticos. Se por um lado, o nível de dificuldade das questões está de fácil a médio, por outro, a prova testa a capacidade de contextualização e aplicação dos saberes no dia a dia. Fiquem de Olho!

A Professora Vânia listou alguns conteúdos que são cobrados nas questões do ENEM, alguns em maior número outros num número menor de questões, sendo estes: questões sobre os conteúdos de Arte, Educação Física, Tecnologias da Informação e Comunicação-TICs, Gramática, Interpretação, Língua Estrangeira Moderna, Linguística e Literatura.

A referida professora ainda frisou sobre qual seria o foco da compreensão textual dizendo que “a compreensão de um texto abrange o entendimento, a percepção do conteúdo global, da mensagem que se pretende transmitir, das ideias principais do autor, mesmo que esta seja contrária à nossa”, enfatizou Vânia.

Antes de começar a trabalhar com algumas questões das edições anteriores do ENEM, a Professora Vânia, destacou a importância de se trabalhar com a paráfrase, aplicar os recursos linguísticos (regência, pontuação, etimologia e emprego dos tempos verbais), bem como reconhecer o sentido denotativo e conotativo das palavras.

O ENEM surgiu como forma de valorizar a lógica e a capacidade de interpretação do aluno, estimulando o raciocínio e as ideias. Partindo do princípio – e neste caso generalizando – de que tudo que fazemos nas atividades diárias depende do exercício da leitura, para decodificarmos códigos, sinais e mensagens por meio de diferentes linguagens, não podemos negar que a avaliação do ENEM é condizente com a necessidade da realidade.

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quarta-feira, 5 de julho de 2017

E as atividades do ENEM não tira Férias estão a todo vapor

No segundo dia das atividades referentes ao ENEM não tira Férias realizadas na EEEP Wellington Belém de Figueiredo, os alunos, puderam acompanhar o Aulão de Redação. A atividade proposta para esta quarta-feira (5) foi conduzida pela Professora Alvany Batista da EEM Padre Luís Filgueiras.

Inicialmente foram apresentados os dois temas do dia:
- O impacto de jovens que estão fora da escola para a sociedade brasileira;
- E, Os limites éticos da manipulação genética.

Para orientar cada tema foram utilizados vídeos para motivar a escrita da redação – um Documentário intitulado Evasão escolar no Ensino Médio sobre o primeiro tema; um vídeo com o título “Devemos modificar o genoma de embriões” e uma reportagem do Fantástico sobre “Seleção Genética” voltado para o segundo tema proposto.

Dentro da dinâmica, a Professora Alvany, solicitou dos alunos algumas palavras relacionadas a Redação no ENEM e daí foram surgindo alguns aspectos, tais como: a importância da compreensão do tema, coerência e coesão, contextualização, argumentação, conhecer o tema, conteúdo, tese (ponto de vista), atualidades, dissertação, problematização e a conclusão (proposta de intervenção).  

Lembrando que a proposta de intervenção para o problema abordado deve respeitar os direitos humanos. Quanto ao texto em prosa é importante frisar o respeito as normas gramaticais (demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa), bem como a concordância.

Um bom texto deve apresentar as seguintes qualidades: estrutura, objetividade, clareza e simplicidade, coesão e coerência, progressividade e correção gramatical.

Depois de ser discutido os principais aspectos a serem considerados para elaborar uma redação no ENEM, os alunos, dissertaram sobre o primeiro tema -  “O impacto de jovens que estão fora da escola para a sociedade brasileira”.

"Ninguém escreve para si. A não ser um monstro de orgulho. A gente escreve para ser amado, para atrair, para encantar". Mário de Andrade

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